quarta-feira, 30 de julho de 2008

Os Cemitérios da Ordem



Em meados do século XIX foi construído o pequeno cemitério onde deveria ter sido feita a capela-mor e o cruzeiro da igreja conventual dos Padres Marianos (acta de 18/06/1837).
Foi o mesmo construído para receber os “Irmãos” defuntos assim como a grande elite da cidade.
As suas funções tiveram início em 1864 (acta de 18/12/1963), enquanto que o da Ordem Franciscana de Tavira foi inaugurado em 1851 (acta de 28/02/1851). Salienta-se que no ano de 1855 após a epidemia ter assolado a cidade de Tavira, dai que fora necessário sepultar os mortos na fazenda pegada á Igreja do Carmo (processo arquivado no maço 7-2º oficio – Querelas do Arquivo Judicial de Tavira), local que nove anos depois é declarado cemitério (acta de 28/12/1963) da Ordem de Nossa Senhora do Carmo.
Cada missa que se dava ao defunto era de 12 a 200 réis, a 7/10/1905 passou a ser de 6 a 300 réis cada (acta desse dia). E quanto ao local do enterramento seria no próprio corpo da igreja até 1837, ano em que foi benzido o pequeno cemitério da Ordem Carmelita.
Podemos ainda observar que no século XX houve Irmãos carmelitas que tiveram a honra de serem sepultados no adro da igreja. Em 1868 a Irmandade passa a informar que (acta de 12/05/1868) tem interesse em vender catacumbas, enquanto que a Ordem Franciscana só iniciou o mesmo em 1874. Mais tarde, com a conclusão do novo cemitério municipal de São Pedro, as autoridades proíbem qualquer enterramento fora deste.

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